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RNCore e o ERP · 17 de set. de 2026 · leitura de 8 min · por Lucas Nunes

Integração com o Sienge: as sete perguntas antes de contratar

Todo fornecedor responde que sim quando você pergunta se ele integra com o Sienge. A pergunta não separa ninguém. Estas sete separam, e valem para qualquer fornecedor, inclusive para nós. Use como checklist na reunião: quem já integrou responde na hora, quem vai aprender no seu projeto responde com generalidade.

1. Quais dados exatamente vocês leem e gravam?

A resposta útil é uma lista, não uma categoria. "Dados financeiros" não diz nada; "títulos em aberto, baixas, e clientes, com gravação de baixa e de contato" diz tudo. Peça a lista por escrito antes de assinar. É ela que define o projeto, e é a ausência dela que faz projeto de integração descobrir no meio que metade do que foi pedido não era necessária e a outra metade não estava prevista.

2. De quem são as credenciais?

Credencial de integração é do cliente. Você concede, acompanha e revoga. Se o fornecedor pede o usuário e a senha de uma pessoa para o sistema "entrar por ela", recuse: some a trilha de auditoria, mistura responsabilidade, e no dia em que aquela pessoa sair da empresa a integração cai junto.

3. O que acontece quando a API não responde?

Toda API fica fora do ar em algum momento, por manutenção ou por incidente. A pergunta é o que o sistema faz nesse intervalo. As respostas boas envolvem fila, nova tentativa e alarme visível. A resposta ruim é silêncio: integração que falha sem avisar produz dado incompleto que ninguém percebe, o que é pior que integração que para com erro na tela.

4. Como vocês tratam volume e limite de requisição?

É aqui que projeto quebra de verdade, e quase ninguém pergunta. Puxar base inteira sem controle de ritmo esbarra em limite, e o resultado pode ser carga incompleta que termina sem erro aparente. Nós medimos isso na prática numa carga sem controle de ritmo, e perdemos parte relevante dos registros. As palavras que você quer ouvir são lote, retomada de onde parou e respeito a limite.

5. Quem é a fonte da verdade depois da integração?

Precisa ser o ERP para contrato, título e medição. Se a camada nova virar dona desses dados, você passa a ter duas verdades e a gastar tempo descobrindo qual está certa. Fornecedor que responde "os dois ficam sincronizados" sem dizer quem manda em caso de divergência ainda não pensou no assunto.

6. Vou precisar trocar de ERP?

Não deveria, e essa pergunta revela intenção. Integração é uma camada por cima; substituição é outro projeto, com outro custo e outro risco. Fornecedor que condiciona a integração a migrar está vendendo substituição com nome de integração, o que é uma decisão legítima de compra, mas precisa ser tomada sabendo.

7. Se eu quiser sair, o que acontece?

A pergunta mais desconfortável e a mais reveladora. Os dados gerados fora do ERP saem com você? Em que formato? A credencial é revogada por você ou depende de alguém do fornecedor fazer isso? O ERP continua funcionando normalmente sem a camada? Quem responde isso com naturalidade não está prendendo ninguém por dependência.

Como a gente responde essas sete

Por coerência, as nossas respostas: lista de dados definida por escrito antes de começar; credencial emitida pelo cliente na própria instância; fila com nova tentativa e alarme quando a API cai; carga em lote com retomada; o ERP como fonte da verdade; sem migração; e o cliente podendo revogar o acesso a qualquer momento, com o ERP seguindo intacto. É assim que descrevemos a camada sobre o Sienge, em produção numa construtora parceira em Campinas. Se a dúvida é anterior a esta, sobre o que a API permite, veja se o Sienge tem API aberta.

Perguntas frequentes

Comece por três: quais dados exatamente vocês leem e gravam, de quem são as credenciais, e o que acontece quando a API não responde. As respostas separam quem já integrou de quem vai aprender no seu projeto. Generalidade em qualquer uma delas é sinal de alerta.

Não deveria. O desenho correto mantém o ERP como fonte da verdade de contratos, títulos e medições, e coloca a camada nova por cima, lendo e gravando pela API. Fornecedor que condiciona a integração a trocar o ERP está vendendo substituição, não integração.

Depende do escopo, e prazo prometido sem escopo definido é chute. O que encurta de verdade é decidir antes quais informações precisam circular e em que direção. Projeto que começa sem essa lista costuma descobrir no meio que metade do que foi pedido não era necessária.

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Quer fazer essas sete perguntas para a gente?

Diagnóstico de 30 minutos com o fundador, e pode começar pela lista acima. Se em alguma delas a nossa resposta não servir para o seu caso, eu falo isso na hora em vez de descobrirmos depois.

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